Melo é a capital de Cerro Largo perto da cidade onde nasci. Como não belas estas árvores maravilhosas de JACARANDÁS, que pintam as calçadas de violeta? Minha infância retorno com cores e aroma que ficaram guardados nos meandros da memória.
Uma fotografia acorda cofres de células e retalhos de dormidas percepções tomam forma, corpos insubmissos sem tempo, que na realidade estão sempre presentes.
Gigantes JACARANDÁS, refrescam os calores do verão, com suas enormes copas verde escuro. Suas flores violetas assemelham-se a borboletas e fazem um edredom de pétalas que pisamos com os pés infantis descalços. As essências vegetais penetram nas narinas proporcionando um intenso prazer olfativo. Volto a ser menina, correndo sob as árvores e escutando a voz de minha madrinha Daisy me chamando: -Vamos embora Deita, para de sonhar, é tarde!
Uma foto como esta de hoje, de árvores floridas, pode ser um mundo aberto ao passado.
Dea Coirolo - Copy Right
Gravatá – PE. 2019
sexta-feira, 29 de março de 2019
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
LISBOA - POEMA DE DEA COIROLO
Dedicado a todos meus amigos
portugueses.
Lisboa se debruça
nas beiras do rio Tejo,
se veste de ferro
de ferro rendilhado
com grades curvilíneas
que em arabescos brilham.
Pela manhã,
Lisboa desperta colorida
com tons de azul do céu,
na arte milenar do azulejo,
nas mesas de café
com brancas toalhas
e faiança azulada.
Se perfuma Lisboa
nos jardins,
de antigos casarões
com muros abraçados,
por rosas trepadeiras
e jasmins.
À noite,
lá nos altos da Alfama
canta Lisboa, canta.
Canta seus tristes fados
contando histórias
de amor, desencontrado.
E em seus Mosteiros,
de mármore esculpidos
em belos recortes
e ornamentos
reza Lisboa, reza.
Rezam de luto
velhas mulheres velhas.
São flores murchas
figuras lisboetas sacrossantas
de joelhos dobrados,
que acreditam que podem
_exorcizar pecados...
nas beiras do rio Tejo,
se veste de ferro
de ferro rendilhado
com grades curvilíneas
que em arabescos brilham.
Pela manhã,
Lisboa desperta colorida
com tons de azul do céu,
na arte milenar do azulejo,
nas mesas de café
com brancas toalhas
e faiança azulada.
Se perfuma Lisboa
nos jardins,
de antigos casarões
com muros abraçados,
por rosas trepadeiras
e jasmins.
À noite,
lá nos altos da Alfama
canta Lisboa, canta.
Canta seus tristes fados
contando histórias
de amor, desencontrado.
E em seus Mosteiros,
de mármore esculpidos
em belos recortes
e ornamentos
reza Lisboa, reza.
Rezam de luto
velhas mulheres velhas.
São flores murchas
figuras lisboetas sacrossantas
de joelhos dobrados,
que acreditam que podem
_exorcizar pecados...
Dea Coirolo.
Lisboa, 1995/Gravatá/2014.
LA VESTAL
Musa de 29 fuegos
Compiladora: MAR BARRIENTOS
Libro - homanaje a Matilde Zuñiga la pintora mexicana
Academia Mexiquense de Literatura Moderna - AMELIM
Biblioteca latinoamericana de literatura moderna
Programa editorial Sagitario
Pintura de Matilde Zúñiga - LA VESTAL
Poema de Dea Coirolo
Compiladora: MAR BARRIENTOS
Libro - homanaje a Matilde Zuñiga la pintora mexicana
Academia Mexiquense de Literatura Moderna - AMELIM
Biblioteca latinoamericana de literatura moderna
Programa editorial Sagitario
Poema de Dea Coirolo
Con el fuego
sagrado entre las manos
soy la que ha de conservarse limpia y pura,
soy también una brasa encendida,
que arde por dentro
quemando de pasión y de locura.
Este fuego eterno que mantengo
arde en mis vísceras por un amor prohibido
que hace llamas mi alma, de sacerdotisa…
Ah… Que amor tan pérfido y perdido!
Apenas he de ser la infértil profetisa
una mujer estéril en la que nunca, nunca,
habrá de tocar su oculto amado.
Ni acariciará con ternura infinita
mis sueltas madejas, ni tampoco,
jamás, deshacerá mis perfectas trenzas!
Y el deseo por el hombre,
deberá arder como magma encendido,
consumiendo de pena mis sentidos.
Castidad de Vestal es un castigo
que arrastra en lava hirviente ángeles rojos
y todos mis blancos y perfumados lirios…
Por no poder amar yo me consumo
y el mismo fuego que guardo eternamente
se ha de volver cenizas, secas y crujientes.
Condenada estoy a vivir sin gemidos
por este casto amor, mortal y penitente.
Dea Coirolo
21/12/2017
Gravatá
– Pernambuco – Brasil.
Referencias de la autora
Dea Coirolo, poeta uruguaya/brasilera, miembro de la
União Brasileira de Escritores, de la Academia de Letras e Artes de Gravatá y
otras, fue Periodista corresponsal internacional del Diario El Telégrafo (Uruguay).Obras
publicadas en Uruguay, Brasil, España, Cuba etc. Hoy vive en Pernambuco-Brasil.
Coautora de Musa de 29 Fuegos, pags.
17 y 18 editado en Mexico en 2018.
LA BELLA JARDINERA
Musa de 29 fuegos
Compiladora: MAR BARRIENTOS
Libro - homanaje a Matilde Zuñiga la pintora mexicana
Academia Mexiquense de Literatura Moderna - AMELIM
Biblioteca latinoamericana de literatura moderna
Programa editorial Sagitario
Pintura de Matilde Zúñiga - LA BELLA JARDINERA
Compiladora: MAR BARRIENTOS
Libro - homanaje a Matilde Zuñiga la pintora mexicana
Academia Mexiquense de Literatura Moderna - AMELIM
Biblioteca latinoamericana de literatura moderna
Programa editorial Sagitario
Pintura de Matilde Zúñiga -
Poema de Dea Coirolo
La aurora viene llegando
con sus destellos de luz
y en un jardín misterioso
espera la
jardinera.
Espera solitaria en refugio encantado
que los rayos de sol deliñen los verdes azulados
de este patio sombrío de modelo andaluz.
Árboles antiguos se revisten
de intensos claroscuros y en la humedad
instalan sus reinados.
Escondidas, las tímidas violetas
esparcen aromas
subyugantes
y surgen las corolas, casi ocultas,
cuando la luz dibuja los contornos
de sus pequeñas flores estonteantes.
Una granada de sangre anida en su vestido
y un ramillete humilde retiene entre las manos.
¿Cuál es la pena secreta que le trae tanta congoja?
Y a pesar de que su rostro,
tiene la expresión serena,
en cada flor que plantó
ocultó penitas buenas.
Plantó blancas y puras azucenas,
y rosas claras, rosadas, con rojas entremezcladas.
Rojas que sangran ausencias, corriéndole por las
venas!
Con nardos muy delicados y alhelís perfumados
cercó
de fervor sagrado a Jesus crucificado.
Las dalias desmelenadas son parecidas con ella.
Cuando la brisa inestable las despeina alucinada,
muestran cabezas aztecas de plumaje coronadas
de doncellas aun vírgenes, para ser sacrificadas.
Temblorosas las dalias levantan sus corolas
y observando el espacio desde el suelo
sueñan ser mariposas para ser liberadas.
Incorporando el sueño de sus flores amadas
al azul dirige su mirada y anhela habitar en una estrella
para cruzarlo veloz, cual fúlgida centella.
Entristecida, la jardinera espera…
Espera vivir un grande amor
que la trasporte lejos de la monotonía,
que derrumbe enhiestos girasoles
y le provoque intensos arreboles.
Estática, sentada en su jardín,
imagina pintar deslumbrantes colores
y soñando despierta apaga los ardores
de abismales deseos de hembra solitaria,
que ha escondido de todos, en flor de pasionaria.
Poco a poco se apagan los brillos de la luz,
ha llegado el crepúsculo al jardín mejicano,
de modelo andaluz.
La luna fue testigo que Matilde guardó,
atravesando la noche de los tiempos
con arte, pincel y tintas coloridas,
los intensos dolores que afligieron su vida.
Dea
Coirolo - 22/12/2017 - Gravatá – Pernambuco – Brasil.
TERRA PARTIDA
Terra partida em dois
pelo sulco profundo
de marrões queimados.
Diferença de tons,
de luz,
caleidoscópio a escuras
revirado.
Duas terras e eu,
uma ponte esticada
de uma a outra,
com os pés sepultados
para sempre,
e uma dor rasgada
equilibrada,
que pulsa
lado a lado.
ODE A BEZERROS
Dormita o ferro escuro
oculto pelas grutas
selvagens, de uma serra;
dorme por baixo
calado calmamente
o coração em frio,
em um frio latente,
aguardando um talvez...
de despertar ardente.
A Serra Negra tem
metálicas entranhas
que ficam imóveis
em alfola silente,
coberta está de verdes
de verdes cintilantes
a túmida folhagem
que fala sussurrante.
No vale está Bezerros,
branquinha, que se
estica,
respira pela serra
os ares do planalto,
enrola-se nubífera
em bacânticos xales
esgazeados no alto.
São xales que flutuam
quando o sol irradiando
calores inclementes,
evapora a umidade
com severidade
quase prepotente.
Lá, pelas alturas
um mágico anfiteatro...
um semicírculo branco,
deslumbrante,
onde máscaras gregas
mostram olhos e bocas
de cor alucinante,
e, é ali
no topo acabrunhante,
onde eu mulher
lacerada estrangeira,
ouço o som das vozes do
agreste,
com todo seu mistério
e sua bravura.
Lanço-me sem pensar
num vôo livre
puro,
imaginário,carregado de loucura,
até o azul azul
de
ares transparentes.
Sou um falcão faminto
que giro no espaço
devagar, com doçura;
desço ao solo agrestino
que com paixão me acolhe
e molda meu destino:
-vou sobrevoar,
sempiternamente,
esta terra que amo
sob um sol tão candente.
Este
lugar de luz
e
de brancas moradas
que
dormitam,
que
coroa uma serra,
negra,
enfeitiçada,
me
conta seu segredo
uma
noite de prata
enluarada:
-que
por trás de uma máscara,
que
sorri, que se agita,
nesta
terra bendita
encontra-se
Bezerros!
onde
lúdico late
um
coração de ferro.
HAIKUS EM ESPANHOL
Variedades sobre Aguas
Dulces
Para Luis Alfredo
Coirolo Acevedo
Nº 62
El hombre piensa,
solo, sobre azul
de mar, en Aguas
Dulces.
Nº 63
Casas de cal
salitre y quinchos
Aguas Dulces dormita.
Nº 64
Ondas blancas de sal
pueblo de cal
blancos sobre azul.
Nº 65
Solitario el
hombre,
sobre la arena
el agua hace
harabesco.
Nº 66
La onda liquida
pinta la arena
áspera, con sal.
MBURUCUYÁ
Nº 67
Pasión en flor
Mburucuyá y polen
la abeja roba.
Nº 68
Elegante gaviota
sobre-vuela el añil,
azul, del mar.
Assinar:
Postagens (Atom)








